quinta-feira, 17 de junho de 2010

O amor segundo os filósofos

Autor: Matheus Arcaro
(fonte no final da postagem)
Que o amor é inexplicável, todos em idade adulta já desconfiam. Mas para tentar compreender um bocadinho esse sentimento deveras arrebatador e indecifrável, recorro a alguns filósofos, pessoas que nasceram para pensar a respeito das coisas difíceis da nossa vida.

Pesquisando, descobri que existe um livro chamado “O amor segundo os filósofos”, do professor Maurizio Schoepflin. Pois é, o livro aborda a visão de nada mais na menos do que 19 filósofos sobre o que é o amor. Confira a de alguns e responda: para você, qual definição faz mais sentido?

Na concepção do filósofo Ateniense Platão (o amor ao bem e à beleza) o amor liberta o ser humano e o leva à verdade. Assim, o amor platônico lança uma ponte entre o universo sensível e o universo puramente inteligível, entre o corpóreo e o espiritual, entre o relativo e o Absoluto.

Já o filósofo egípcio Plotino (O amor é desejo inesgotável), diz que o amor purifica e eleva o ser humano. Produz efeitos catárticos de importância fundamental, sem os quais o caminho da conversão e do retorno fica fechado para a alma.

No pensamento de Santo Agostinho (o amor é tudo) o amor é o nexo que une as Pessoas divinas. Somente o amor é capaz de explicar a vida da alma e a sua possibilidade de se elevar ao conhecimento unitivo de Deus.

Segundo Boaventura de Bagnoregio (o amor é a verdadeira sabedoria), a força que dá ao ser humano a capacidade de elevar-se a Deus é o amor. Muitos mais que o esforço intelectual, é o amor que torna possível uma verdadeira aproximação a Deus.

O amor constitui a essência central da própria vida de Deus. Quando amamos, afirma Tomás de Aquino (amar a Deus para amar o próximo), amamos a Deus.

Na filosofia de Baruch Spinoza (o amor é intelectual e gera alegria) o amor é o pleno conhecimento da verdade que faz o ser humano totalmente feliz.

Para Jean-Jacques Rousseau, (o amor não admite corações) o amor é filho da natureza e da liberdade. Para ele, o ser humano nasce bom e se perverte por causa da vida social e do desenvolvimento cultural.

Para o filósofo alemão Friedrich Schleiermacher (o sentido sagrado do amor) o amor une o finito ao infinito. O amor, interpretado segundo uma perspectiva religiosa e sacralizante, torna-se o centro da gravidade que atrai e unifica não só a própria religião e arte, mas também a educação e a moralidade.

O pensamento de Arthur Schopenhauer (o amor desejo e o amor compaixão) é marcado por um profundo pessimismo, baseado da convicção de que o único motor de toda a realidade é uma vontade cega, absurda e irracional de viver que impulsiona todo o universo e cada ser vivo a desejar algo que, tãol ogo é obtido, torna-se motivo de insatisfação. Assim o amor é poderoso e sabe enganar o ser humano, consegue iludi-lo, prometendo-lhe felicidade que jamais poderá se realizar.


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Sinopse do livro “O amor segundo os filósofos”:
Contradições, luzes e sombras, mas sobretudo potência, esperança e vida; é o amor, o sentimento que dá forma e alma ao mundo, e que ao longo dos séculos inspirou os pensamentos e as obras dos homens, desde a arte até os domínios da espiritualidade, da ciência e da poesia. Nem mesmo a filosofia - disciplina rainha do pensamento - conseguiu escapar ao fascínio arcano deste sentimento, quer ressaltando o seu valor positivo e exclusivamente humano, quer lendo nele a expressão inefável da transcendência, ou também vendo-o como realidade ilusória ou como meta inalcançável. As diversas teorias sobre o amor vieram construindo ao longo do tempo um mosaico de extraordinária beleza, para o qual a presente antologia de textos filosóficos de cada época contribui ao recompor suas inúmeras peças.

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Adendo:

O amor. Por Nietzsche e Shakespeare

Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal.
Friedrich Nietzsche

O amor é o estado no qual os homens têm mais probabilidades de ver as coisas tal como elas não são.

Friedrich Nietzsche

Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura.

Friedrich Nietzsche

O verdadeiro nome do amor é cativeiro
.
William Shakespeare

O amor é como a criança: deseja tudo o que vê
.
William Shakespeare

É muito melhor viver sem felicidade do que sem amor.

William Shakespeare
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Fontes: 
http://blogdogutemberg.blogspot.com/2007/06/o-amor-segundo-19-filsofos-1.html
http://oqueinspira.blogspot.com/2010/06/teste_07.html 
http://oqueinspira.blogspot.com/2010/06/o-amor-por-nietzsche-e-shakespeare.html 

2 comentários:

  1. LUIS PEREIRA GOMES18 de junho de 2010 15:05

    OLÁ, GOSTEI MUITO DA REFLEXÃO, QUE FALA SOBRE O AMOR, PARA MIM O VERDADEIRO AMOR SE SEDIMENTA NO DESAPEGO, AMAR É DESAPEGAR DE TUDO EM PROL DE UM AMOR. SOMOS ESCRAVO DE UM SENTIMENTO QUANDO AMAMOS, NOS TORNAMOS CEGO, MUDO E SURDO.

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  2. Essa reflexão sobre o amor, pra mim foi muito boa, ajuda a descobri a residencia do amor. Na minha concepção está dentro do nosso mundo interior, assim podemos nos manisfestar,ou externar este amor transportando para o outro, ou seja ao próximo. Acredito que esta consciencia mudaria a cara do mundo.

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