segunda-feira, 30 de junho de 2014

É possível utilizar o Facebook...

É possível utilizar o Facebook

como ferramenta pedagógica?

Prof. Arisnaldo Adriano da Cunha



O uso de celulares e do facebook prejudicam a memória, a atenção, a escrita e a aprendizagem dos estudantes? Por que os livros, o giz e a saliva não prendem mais a atenção? Por que não temos mais uma turma calada ouvindo o professor falando?

Adolescentes são os principais atores no uso de redes sociais, nesse sentido, pode ser estratégico utilizar tal ferramenta no contexto estudantil como plataforma de ensino e aprendizagem, uma vez que os alunos já estão familiarizados. Segundo estudos, sites de redes sociais como Facebook ajudam os alunos a praticar as habilidades que eles precisam para ter sucesso no século XXI; abrem a possibilidade para que os alunos compartilhem o que aprenderam não apenas com seus colegas, mas com todo o mundo. Os professores podem postar atribuições ou trabalhos extras apenas para os estudantes que estão necessitando, sem que haja uma maior exposição de alunos. Ao contrário de proibir, é necessário aprender a utilizá-lo como ferramenta de aprendizagem que informa, provoca a reflexão e a formação do senso crítico, desperta o interesse e a curiosidade de estudar e aprender, desenvolve a escrita e a leitura. Negar aos alunos o uso das redes sociais nos laboratórios de informática ou sala de aula, sem que se faça uma reflexão sobre estes espaços de concepção de conhecimento, parece algo vazio, sem sentido e sem propósito.

O uso da facebook na sala de aula deve ser utilizado como uma ferramenta que integra os alunos, uns com outros. Desta forma, as tarefas propostas pelo professor deve sempre ser em grupo e que as mensagens postadas devem ter mensagens no formato de texto, figuras, fotos, áudios e vídeos, postados pelos alunos solicitados pela disciplina, para que os colegas possam curtir, compartilhar e comentar. Uma vez escolhido o tema, os alunos começam a pesquisar e produzir mensagens, utilizando os recursos disponíveis no Facebook, e postando nas fan pages e nos grupos de estudos. Todas as contribuições devem contemplar aspectos entre duas ou mais disciplinas, trabalhando a interdisciplinaridade.

A Direção da Escola de Educação Básica Bertino Silva que outrora tinha o facebook bloqueado em suas imediações, resolveu apostar neste projeto, liberando o sinal para os alunos e professores com o objetivo de utilizá-lo como ferramenta pedagógica de aprendizagem. Após participar do Curso de Capacitação a distância “Facebook na sala de aula” realizado pelo Portal EAD Brasil (http://www.portaleadbrasil.com.br/corpoprincipal.asp), propomos à Direção e professores da Escola implementar o Projeto com os alunos do Ensino Médio. Com as turmas dos terceirões, pesquisamos a Copa do Mundo FIFA 2014, e agora sugerimos estudar e pesquisar no facebook sobre as Profissões e questões do ENEM. Divididos em quatro grupos de estudos: ciências humanas, ciências naturais, matemática e linguagens, alunos e professores de forma interdisciplinar e com interatividade procurarão adquirir e exercitar habilidades necessárias para realizar uma boa prova no ENEM.

É importante ressaltar que o facebook deve ser uma complementação do que está sendo trabalhado em sala de aula. O uso das tecnologias na aprendizagem deve provocar nos professores e alunos uma nova forma de ensinar e aprender, uma nova forma de trabalhar os conteúdos que deverão ser contextualizados com a realidade em que se vive, de forma que provoque motivação e curiosidade de pesquisar e aprender.



Referência Bibliográfica

MUSACCHIO, Cláudio de. Plano Estratégico do uso e manuseio das redes sociais. Disponível em: http://www.musacchio.com.br/facebooknasaladeaula/pdfs/corpoprincipalaula01c.pdf



quinta-feira, 29 de maio de 2014

QUAIS SÃO OS LIMITES DA ESTÉTICA?

Luana Prim
Micheli Bourdot
Tainara Cristina de Souza

“Não podemos nos iludir com o mundo das cópias, das aparências. Isso acaba nos cegando, perdemos a noção do bem e do mal”. (Platão)

Na busca desenfreada por um padrão de beleza, muitas vezes homens e mulheres deixam a saúde em segundo plano. Plásticas,cremes, dietas, são alguns dos meios usados para fins estéticos. Nessa busca da perfeição, surgem muitas dúvidas: por que a aparência é considerada tão importante na atualidade? O que pode ser considerado normal e o que é exagero em relação a estética? Quais os limites da busca pelo corpo perfeito? O que é o belo?
Atualmente a aparência prevalece sobre a essência, no mundo moderno a busca por um corpo perfeito está cada vez mais impulsionada pela mídia e o padrão modista. Essa valorização quando exagerada traz malefícios guiados pela obsessão e a busca de uma falsa felicidade. Desde a antiga Grécia, já estava presente o culto ao corpo humano, sendo considerado tão importante quanto o intelecto. Platão afirma que a Estética não nos ajuda a alcançar o conhecimento verdadeiro, ao contrário afastamos dele, pois distanciamos do mundo ideal.
É possível ter uma vida saudável e uma boa aparência sem abusar de cremes, escovas progressivas, plásticas e pílulas “milagrosas”. Uma boa alimentação e exercício físico é um bom começo. Cuidar da pele ao se expor ao sol, não consumir drogas, não exagerar nas bebidas alcoólicas são medidas indispensáveis para quem quer ser bonito, saudável e feliz. Especialistas afirmam que a busca excessiva pela estética leva o indivíduo a prática de atos nocivos contra a própria saúde. São freqüentes os casos de cirurgias mal sucedidas e doenças como anorexias, comprovando o que Platão diz a respeito de nos cegar diante do bem e do mal, do certo e errado. É necessário valorizar o caráter, o aspecto espiritual e intelectual das pessoas.
Existe o belo universal, mas a beleza é encontrada em cada pessoa, com suas qualidades e valores, e não é necessário arriscar a vida por causa de um padrão estético. Talvez é por isso que o Brasil é o terceiro maior consumidor de cremes antirrugas do mundo e o mercado de cosméticos tem avançado também para os homens. A mídia nos impõe uma ilusão na busca desenfreada de uma “beleza” padrão e mercadológica. Como os conceitos de beleza vem mudando com os anos, os costumes das pessoas também se modificam: crianças fazendo dieta, se produzindo com maquiagem e fazendo escova e chapinha nos cabelos. É preciso repensar nossos conceitos.

Referências
ARRUDA, Maria Lúcia de Arruda;MARTINS,Maria Helena Pires. Filosofando: Introdução à filosofia.Ed. Moderna, 2009

http://foge.forum-livre.com/t2908-tema-supervalorizacao-do-corpo